terça-feira, 27 de abril de 2010

Filosofia contemporânea


VILÉM FLUSSER

Travei contato com os textos deste gênio enquanto cursava a faculdade desenho industrial. Recorri a alguns de seus ensaios para complementar uma pesquisa de iniciação científia sobre história do design.
Seus insigths sobre a transição da nossa sociedade material para uma "imaterial" composta por "não coisas", revelam um novo paradigma que se estabelece, no qual o ser humano revê e reconstrói seus valores a partir de novas relações, agora firmadas sobre "não objetos", oriundos da última grande revolução industrial da década de 1950: a revolução das tecnologias da informação. Agora nosso ambiente é composto por objetos intangíveis (informação), cuja interação passa a ser feita a partir das pontas dos nossos dedos.
Resgatei seus textos na última semana, depois que conversei com uma amiga minha sobre os conceitos deste filósofo e linguista que morou durante boa parte de sua vida aqui no Brasil.
Este texto que estou compartilhando aqui fala sobre a liberdade do homem, mas num sentido muito próximo do conceito de karma do hinduísmo.
Aproveitem a leitura e deixem seus comentários.


1. Em busca de um novo homem

O homem é um ente essencialmente perdido e, quando se dá conta, procura encontrar-se.

Esta sentença pode ser lida em vários níveis, por exemplo, no nível religioso ou no nível de um bandeirante no sertão, e seu sentido é sempre este: a decisão de tomar caminho (ou abrir caminho) depende sempre de um mapa da situação na qual o homem se encontra. Isto significa que toda decisão depende não apenas da posição das coisas, mas também da imagem que fazemos da posição das coisas (provavelmente isto tem muito a ver com o problema da liberdade). Pois essa imagem, seja ela mais ou menos fiel, depende sempre de um ponto de vista, a partir do qual foi projetada, e este ponto de vista não pode, ele próprio, fazer parte da situação que enfoca.

para continuar lendo o texto acesse o link acima

Fenomenologia do brasileiro